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O Livro dos Espíritos » Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos » Capítulo IV - Da pluralidade das existências » Encarnação nos diferentes mundos » 182

182. Podemos conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?

“Nós, Espíritos, não podemos responder senão segundo o grau em que vos encontrais; quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em condições de compreendê-las, e isso os perturbaria.”

À medida que o Espírito se purifica, o corpo que ele reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. A matéria é menos densa, ele não rasteja mais penosamente na superfície do solo, as necessidades físicas são menos grosseiras, os seres vivos não têm mais necessidade de se destruírem mutuamente para se nutrir. O Espírito é mais livre, e tem para as coisas distantes percepções que nos são desconhecidas; ele vê pelos olhos do corpo o que nós não vemos senão pelo pensamento.

A depuração dos Espíritos traz aos seres nos quais eles encarnam o aperfeiçoamento moral. As paixões animais se enfraquecem, e o egoísmo dá lugar ao sentimento fraternal. É assim que, nos mundos superiores à Terra, as guerras são desconhecidas; os ódios e as discórdias ali não têm objeto, porque ninguém pensa em fazer mal ao seu semelhante. A intuição que eles têm de seu futuro, a segurança que uma consciência isenta de remorsos lhes dá, fazem com que a morte não lhes cause nenhuma apreensão; eles a veem chegar sem temor e como uma simples transformação.

A duração da vida, nos diferentes mundos, parece ser proporcional ao grau de superioridade física e moral desses mundos, e isso é perfeitamente racional. Quanto menos material é o corpo, menos está sujeito às vicissitudes que o desorganizam; quanto mais puro é o Espírito, menos paixões ele tem que o minem. Esse é mais um benefício da Providência que quer assim abreviar os sofrimentos.

 


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