162. Após a decapitação, por exemplo, o homem conserva durante alguns instantes a consciência de si mesmo?
“Frequentemente ele a conserva por alguns minutos, até que a vida orgânica esteja completamente extinta. Mas com frequência também, a apreensão da morte lhe faz perder essa consciência antes do instante do suplício.”
Trata-se aqui apenas da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo, como homem e por intermédio dos órgãos, e não como Espírito. Se ele não perdeu essa consciência antes do suplício, pode, pois, conservá-la por alguns instantes, que são de bem pouca duração, e que necessariamente cessa com a vida orgânica do cérebro, o que não implica, por isso, que o perispírito esteja inteiramente desprendido do corpo, ao contrário; em todos os casos de morte violenta, quando não causada pela extinção gradual das forças vitais, os laços que unem o corpo ao perispírito são mais tenazes, e o desprendimento completo é mais lento.