[1] Sob o verbete TRASGO reunimos dois verbetes do original: farfadet e lutin.
Do primeiro, diz o original: "do lat. fadus, fada, fada". Dá a primeira definição que aparece no texto e acrescenta: "Vide Lutin".
De lutin diz: "do velho vocábulo luicter, lutar, conforme uns, de onde foram feitos, sucessivamente, luicton, luiton, luits e, finalmente, lutin. Segundo outros luicton teria sido usado em vez de nuicton, derivado de nuict, a noite, porque os lutins, segundo o crença vulgar, aparecem principalmente à noite, para atormentar os vivos.
Está certo Allan Kardec. Os melhores dicionários antigos do língua francesa são concordes com a sua explicação da etimologia dos dois vocábulos. Apenas ele foi pouco explícito quanto à do primeiro (farfadet), que é derivado do provençal moderno farfadet, alteração de fadet, este derivado de fata, fada.
Em português não se tem uma diferenciação no emprego dos vocábulos duende, trasgo, espectro, etc. Os escritores os empregam indistintamente. Em Alexandre Herculano lê-se: "As histórias de duendes, espectros e almas penadas, e possessos, e diabretes constituíam na Idade Média um sistema de doutrinas, cuja solidez se estribava em fatos repetidos". (Dicionário de Laudelino Freire). A Federação Espírita Brasileira preferiu, no caso dos lutins e dos farfadets a tradução por nós acima adotada, por ser específica. Vê-se em Kardec que as duas vozes são sinônimos quase perfeitos. N. do T.