A mediunidade curadora está na ordem do dia, e tudo quanto se liga a esta questão oferece um interesse de atualidade. Transcrevemos da Vérité de Lyon, de 21 de outubro de 1866, o artigo seguinte sobre as curas do Príncipe de Hohenlohe1, que nessa oportunidade fizeram grande sensação. Esta notícia faz parte de uma série de artigos muito instrutivos sobre médiuns curadores.
A este respeito sentimo-nos feliz por constatar que a Vérité, que está em seu quarto ano, prossegue com sucesso o curso de suas sábias e interessantes publicações, que lançam luz sobre a história do Espiritismo e no-lo mostram em toda parte, na Antiguidade como nos tempos modernos. Se, sobre certos pontos, não compartilhamos todas as opiniões de seu principal redator, o Sr. A. P..., não deixamos de reconhecer que, por suas laboriosas pesquisas, ele presta à causa um serviço real, que todos os espíritas sérios apreciam.
Com efeito, provar que a Doutrina Espírita atual não é senão a síntese de crenças universalmente espalhadas, partilhadas por homens cuja palavra tem autoridade e que foram nossos primeiros mestres em filosofia, é mostrar que ela não se assenta sobre a base frágil da opinião de um só. Que desejam os espíritas senão encontrar o maior número possível de aderentes às suas crenças? Deve ser para eles uma satisfação, e ao mesmo tempo que uma consagração de suas ideias, encontrá-las mesmo antes deles. Jamais compreendemos que homens de bom-senso tenham podido concluir contra o Espiritismo moderno que ele não é o primeiro inventor dos princípios que proclama, ao passo que aí está precisamente o que constitui uma parte de sua força e deve credenciá-lo. Negar a sua ancianidade para o denegrir, é mostrar-se soberanamente ilógico e muito desajeitado, porquanto ele jamais se atribuiu o mérito da primeira descoberta. É, pois, equivocar-se fragorosamente sobre os sentimentos que animam os espíritas, atribuir-lhes ideias tão estreitas e a tola pretensão de pensar em molestá-los objetando-lhes que o que professam era conhecido antes deles, quando eles são os primeiros a encarar o passado para aí descobrir os traços da ancianidade de suas crenças, que eles fazem remontar às primeiras idades do mundo, porque elas são fundadas nas leis da Natureza, que são eternas.
Nenhuma grande verdade saiu em todos os detalhes do cérebro de um indivíduo. Todas, sem exceção, tiveram precursores que as pressentiram ou as entreviram em algumas partes. O Espiritismo tem a honra, pois, de contar os seus por milhares, e entre os homens mais justamente considerados. Pô-los à luz é mostrar o número infinito de pontos pelos quais ele se liga à história da Humanidade.
Mas em parte alguma encontra-se o Espiritismo completo: sua coordenação em corpo de doutrina, com todas as suas consequências e suas aplicações, sua correlação com as ciências positivas, é uma obra essencialmente moderna, mas por toda parte encontram-se os seus elementos esparsos, misturados a crenças supersticiosas de que foi preciso fazer a triagem. Se reunissem as ideias que se acham disseminadas na maioria dos filósofos antigos e modernos, nos escritores sacros e profanos, os fatos inumeráveis e infinitamente variados produzidos em todas as épocas, e que atestam as relações do mundo visível com o mundo invisível, chegar-se-ia a constituir o Espiritismo tal qual é hoje: é o argumento invocado contra ele por certos detratores. Foi assim que ele procedeu? Ele é uma compilação de ideias antigas rejuvenescidas pela forma? Não, ele saiu inteirinho de observações recentes, mas longe de se julgar diminuído pelo que foi dito e observado antes dele, sente-se fortalecido e engrandecido.
Uma história do Espiritismo antes da época atual ainda está por fazer. Um trabalho dessa natureza, feito conscienciosamente, escrito com precisão, clareza, sem alongamentos supérfluos e fastidiosos que tornariam a leitura penosa, seria uma obra eminentemente útil, um documento precioso a consultar. Seria antes uma obra de paciência e de erudição do que uma obra literária, e que consistiria principalmente na citação das passagens dos diversos escritores que emitiram pensamentos, doutrinas ou teorias que se acham no Espiritismo de hoje. Quem fizer tal trabalho conscientemente terá muito merecido da doutrina.
Voltemos ao nosso assunto, do qual nos desviamos um pouco, sem o querer, mas talvez não sem utilidade.
O Espiritismo moderno não descobriu nem inventou a mediunidade curadora e os médiuns curadores, como também não descobriu nem inventou outros fenômenos espíritas. Considerando-se que a mediunidade curadora é uma faculdade natural subordinada a uma lei, como todos os fenômenos da Natureza, ela deve ter-se produzido em diversas épocas, como o constata a História, mas estava reservado ao nosso tempo, com o auxílio das novas luzes que possuímos, dar-lhe uma explicação racional e fazê-la sair do domínio do maravilhoso. O príncipe de Hohenlohe nos oferece um exemplo tanto mais notável por tratar-se de fatos que se passaram antes que se cogitasse do Espiritismo e dos médiuns. Eis o resumo dado pelo jornal la Vérité:
“No ano de 1829 veio a Wurtzbourg, cidade considerável da Baviera, um santo sacerdote, o príncipe de Hohenlohe. Enfermos e doentes iam pedir-lhe para obter do céu a sua cura, o socorro de suas preces. Ele invocava sobre aqueles as graças divinas, e em breve se viu um grande número desses infortunados, curados de repente. O rumor dessas maravilhas repercutiu longe. A Alemanha, a França, a Suíça, a Itália, uma grande parte da Europa tiveram notícia. Numerosos escritos foram publicados, que perpetuarão sua lembrança. Entre os testemunhos autênticos e dignos de fé, que certificam a realidade dos fatos, basta aqui transcrever alguns cujo conjunto constitui uma prova convincente.
“Para começar, eis um resumo do que a respeito escreveu o Sr. Scharold, conselheiro de legação em Wurtzbourg e testemunha de grande parte das coisas que relata.
“Há dois anos, uma princesa de dezessete anos, Mathilde de Schwartzemberg, filha do príncipe deste nome, se achava na casa de saúde do Sr. Haine, em Wurtzbourg. Era-lhe absolutamente impossível andar. Em vão os médicos mais famosos da França, da Itália e da Áustria tinham esgotado todos os recursos de sua arte para curar a princesa dessa enfermidade. Somente o Sr. Haine, que obteve ajuda das luzes e da experiência do célebre médico Sr. Textor, tinha conseguido, à força de cuidados prodigalizados à doente, pô-la em condições de manter-se de pé; e ela, fazendo esforços, tinha conseguido executar alguns movimentos como para andar, mas sem andar realmente. Pois bem! A 20 de junho de 1821 ela deixou o leito de repente, e andou muito livremente.
“Eis como a coisa se passou. De manhã, pelas dez horas, o príncipe Hohenlohe foi visitar a princesa, que mora na casa do Sr. Reinach, deão do capítulo. Quando entrou em seu apartamento perguntou-lhe, como em conversa, em presença de sua governanta, se tinha fé firme que Jesus Cristo poderia curá-la de sua doença. À sua resposta de que estava intimamente persuadida, o príncipe disse à piedosa doente que orasse do fundo do coração e pusesse sua confiança em Deus.
“Quando ela parou de orar, o príncipe lhe deu sua bênção e disse: ‘Vamos, princesa, levantai-vos; agora estais curada e podeis andar sem dores...’ Todas as pessoas da casa foram chamadas imediatamente. Não sabiam como exprimir seu espanto por uma cura tão pronta e tão incompreensível. Todos caíram de joelhos na mais viva emoção e cantaram louvores ao Todo-Poderoso. Felicitaram a princesa por sua felicidade e juntaram suas lágrimas às que a alegria fazia correr de seus olhos.
“Esta notícia, espalhando-se pela cidade, provocou admiração. Corriam em multidão para se assegurarem do acontecimento pelos próprios olhos. A 21 de junho, a princesa já se havia mostrado em público. Impossível descrever o deslumbramento que ela experimentou, vendo-se fora do leito de cruéis sofrimentos.
“A 25, o príncipe de Hohenlohe deu outro exemplo notável da graça que possui. A esposa de um ferreiro da rua Semmels não podia mais ouvir nem mesmo as batidas da marreta de sua forja. Ela foi encontrar o príncipe no pátio do presbitério Hung e pediu-lhe socorro. Enquanto estava de joelhos, ele lhe impôs as mãos sobre a cabeça, e tendo orado algum tempo, com os olhos erguidos para o céu, tomou-a pela mão e a ergueu. Qual não foi o espanto dos espectadores quando essa mulher, levantando-se, disse que ouvia soar o relógio da igreja! Voltando para casa, não deixava de contar a todos que a interrogavam o que acabara de acontecer.
“A 26, uma pessoa ilustre (o príncipe real da Baviera), foi curado imediatamente de uma moléstia que, segundo as regras da medicina, exigia muito tempo e daria muito sofrimento. Esta notícia causou viva alegria nos corações dos habitantes de Wurtzbourg.
“O príncipe de Hohenlohe também teve êxito na cura de uma doente que duas vezes tinha tentado curar, mas que, a cada vez, apenas tinha obtido um ligeiro alívio. Esta cura foi operada na cunhada do Sr. Broili, negociante. Há muito tempo ela era afligida por uma paralisia muito dolorosa. A casa vibrou de gritos de alegria.
“No mesmo dia foi devolvida a visão à viúva Balzano, que há muitos anos estava completamente cega. Convenci-me por mim mesmo deste fato.
“Logo depois de ter saído do espetáculo desta cena tocante, fui testemunha de uma outra cura, operada na casa do Sr. General D... Uma jovem senhora tinha a mão direita de tal modo estropiada, que não podia usá-la nem estendê-la. Ela imediatamente deu prova de sua perfeita cura, levantando com aquela mão uma cadeira muito pesada.
“No mesmo dia, um paralítico cujo braço esquerdo estava completamente anquilosado foi curado completamente. Uma cura de dois outros paralíticos se fez logo depois. Ela também foi completa e ainda mais rápida.
“A 28, eu mesmo vi com que prontidão e solidez o príncipe Hohenlohe curou crianças. Tinham-lhe trazido um menino do campo, que só andava com muletas. Poucos minutos depois esse menino, transbordando de alegria, corria pela rua sem as muletas. Nesse meio tempo um menino mudo, que apenas soltava alguns sons inarticulados, foi trazido ao príncipe. Alguns minutos depois começou a falar. Pouco depois uma pobre mulher trouxe sua filhinha às costas, com ambas as pernas estropiadas. Pô-la aos pés do príncipe. Um momento depois ele entregou a menina à sua mãe, que então viu a filha correr e pular de alegria.
“A 29, uma mulher de Neustadt, paralítica e cega, lhe foi trazida numa charrete. Estava cega há vinte e cinco anos. Pelas três horas da tarde apresentou-se no castelo de nossa cidade, para implorar o socorro do príncipe de Hohenlohe, no momento em que ele entrava no vestíbulo, que tem a forma de grande tenda. Caindo aos pés do príncipe, ela suplicava, em nome de Jesus Cristo, que lhe prestasse socorro. O príncipe orou por ela, deu-lhe sua bênção e lhe perguntou se acreditava firmemente que em nome de Jesus ela poderia recuperar a vista. Como respondeu que sim, mandou que se erguesse. Ela se retirou. Mas, logo que se afastou alguns passos, de repente seus olhos se abriram. Ela viu, e deu todas as provas que lhe pediram da faculdade que acabara de recuperar. Todas as testemunhas desta cura, entre as quais grande número de senhores da corte, ficaram deslumbrados de admiração.
“A cura de uma mulher do hospital civil, que haviam trazido ao príncipe, não é menos admirável. Essa mulher, chamada Elisabeth Laner, filha de um sapateiro, tinha a língua tão vivamente afetada que por vezes passava quinze dias sem poder articular uma sílaba. Suas faculdades mentais tinham sofrido muito. Quase tinha perdido o uso dos membros, de sorte que ficava no leito como uma massa. Pois bem! Essa pobre mulher foi hoje ao hospital sem ajuda de ninguém. Ela goza de todos os sentidos, como há doze anos, e sua língua soltou-se tão bem que ninguém no hospício fala com tanta volubilidade quanto ela.
“No dia 30, depois do meio-dia, o príncipe deu um exemplo extraordinário de cura. Uma charrete, em volta da qual estavam reunidos milhares de espectadores, tinha vindo de Musmerstadt. Nela estava um pobre estudante aleijado dos braços e das pernas, atrofiados de maneira horrível.
“O príncipe, que ouviu a súplica desse infeliz para aliviá-lo, veio até a charrete. Orou cerca de cinco minutos com as mãos postas e erguidas para o céu, falou várias vezes ao estudante e enfim lhe disse: ‘Levantai-vos, em nome de Jesus Cristo.’ O estudante efetivamente levantou-se, mas com sofrimentos que não pôde disfarçar. O príncipe lhe disse que não perdesse a confiança. O infortunado, que alguns minutos antes não podia mover braços nem pernas, pôs-se de pé e perfeitamente livre em cima da charrete. Depois, erguendo os olhos para o céu, com a mais terna expressão de reconhecimento, exclamou: ‘O Deus! Vós me socorrestes!’ Os espectadores não puderam conter as lágrimas.
“As curas miraculosas operadas em Wurtzbourg pelo príncipe de Hohenlohe poderiam fornecer assunto para mais de cem quadros de ex-voto.”
Notar-se-á a analogia impressionante que existe entre estes fatos de curas e aqueles de que somos testemunhas. O Sr. de Hohenlohe se achava nas melhores condições para o desenvolvimento de sua faculdade, e também a conservou até o fim. Como nessa época não se lhe conhecia a verdadeira origem, era considerada como um dom sobrenatural, e o Sr. de Hohenlohe como operando milagres. Mas por que ela é vista por centenas de pessoas, para umas como um dom do céu e para outras como obra satânica? Não conhecemos nenhum médium curador que tenha dito que recebeu seu poder do diabo; todos, sem exceção, só operam invocando o nome de Deus, e declaram nada poder fazer sem a sua vontade. Mesmo aqueles que ignoram o Espiritismo e agem por intuição recomendam a prece, na qual reconhecem um poderoso auxiliar. Se agissem pelo demônio, seriam ingratos por negá-lo, e o demônio não é bastante modesto, nem bastante desinteressado para deixar o mérito do bem àquele que ele procura combater, porquanto isto seria perder seus auxiliares em vez de recrutá-los. Alguém já viu um negociante gabar aos seus clientes a mercadoria do seu vizinho em detrimento da sua e os aconselhar a ir a ele? Na verdade, há razão para rir do diabo, porque dele se faz um ser muito tolo e estúpido.
A comunicação seguinte foi dada pelo príncipe de Hohenlohe na Sociedade de Paris.
(Sociedade de Paris, 26 de outubro de 1866
Médium: Sr. Desliens).
Senhores, venho entre vós com imenso prazer, pois minhas palavras podem tornar-se para todos um útil assunto de instrução.
Fraco instrumento da Providência, pude contribuir para fazer glorificar o seu nome e venho de boa vontade entre aqueles que têm por objetivo principal conduzir-se segundo as suas leis, e avançar tanto quanto lhes for possível no caminho da perfeição. Vossos esforços são louváveis e eu me considerarei como muito honrado em assistir a alguns de vossos trabalhos. Vamos, então, desde já, às manifestações que provocaram a minha presença entre vós.
Como dissestes, e com razão, a faculdade de que eu era dotado era simplesmente resultado da mediunidade. Eu era instrumento; os Espíritos agiam e, se algo eu pude, não foi certamente senão por meu grande desejo de fazer o bem e pela convicção íntima que a Deus tudo é possível. Eu cria! ... e as curas que obtinha vinham incessantemente aumentar a minha fé.
Como todas as faculdades mediúnicas que hoje concorrem para a vulgarização do ensino espírita, a mediunidade curadora foi exercida em todos os tempos e por indivíduos pertencentes às diversas religiões. ─ Deus semeia por toda parte os seus mais adiantados servos, para deles fazer balizas de progresso, entre aqueles que estão mais afastados da virtude e, direi mesmo, sobretudo entre eles... Como um bom pai que ama igualmente a todos os seus filhos, sua solicitude se espalha sobre todos, mas mais particularmente sobre os que mais necessitam de apoio para avançar. ─ Assim, não é raro encontrar homens dotados de faculdades extraordinárias para a multidão, entre os simples. E, por esta palavra, eu entendo aqueles cuja pureza de sentimentos não foi manchada pelo orgulho e pelo egoísmo. É verdade que a faculdade pode igualmente existir em pessoas indignas, mas ela não é, nem poderia ser, senão passageira. É um meio enérgico de lhes abrir os olhos: tanto pior para eles se teimam em conservá-los fechados.
Eles reentrarão na obscuridade de onde saíram, com a confusão e o ridículo por cortejo, se Deus não punir, desde esta vida, seu orgulho e sua obstinação em desconhecer a sua voz.
Seja qual for a crença íntima de um indivíduo, se suas intenções forem puras e se ele estiver inteiramente convencido da realidade daquilo em que crê, ele pode, em nome de Deus, operar grandes coisas. A fé transporta montanhas: dá a visão aos cegos e o entendimento espiritual àqueles que antes erraram nas trevas da rotina e do erro.
Quanto à melhor maneira de exercer a faculdade de médium curador, há apenas uma: É manter-se modesto e puro e imputar a Deus e às potências que dirigem a faculdade, tudo o que se realiza.
O que perde os instrumentos da Providência, é que eles não se acreditam simplesmente instrumentos; eles querem que seus méritos sejam em parte causa da escolha que foi feita de sua pessoa; o orgulho os embriaga e o precipício se escancara sob seus passos.
Educado na religião católica, penetrado da santidade de suas máximas, tendo fé em seu ensino, como todos meus contemporâneos, eu considerava como milagres as manifestações de que era objeto. Hoje sei que é coisa inteiramente natural, e que pode, que deve estar de acordo com a imutabilidade das leis do Criador para que sua grandeza e sua justiça permaneçam intactas.
Deus não poderia fazer milagres!... porque então seria dar a presumir que a verdade não é bastante forte para afirmar-se por si mesma, e, por outro lado, não seria lógico demonstrar a eterna harmonia das leis da Natureza, perturbando-as com fatos em desacordo com sua essência.
Quanto a adquirir a faculdade de médium curador, não há método para isso; todo mundo pode, em certa medida, adquirir essa faculdade, e, agindo em nome de Deus, cada um fará curas. Os privilegiados aumentarão em número à medida que a doutrina se vulgarizar, e, é muito simples, porque haverá mais indivíduos animados de sentimentos puros e desinteressados.
PRÍNCIPE HOHENLOHE
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1 Alexandre de Hohenlohe-Waldenbourg-Schillingsfürst
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La médiumnité guérissante est à l'ordre du jour, et tout ce qui se rattache à cette question offre un intérêt d'actualité. Nous empruntons à la Vérité de Lyon, du 21 octobre 1866, l'article suivant sur les guérisons du prince de Hohenlohe1, qui firent une grande sensation dans le temps. Cette notice fait partie d'une série d'articles très instructifs sur les médiums guérisseurs.
A ce sujet, nous sommes heureux de constater que la Vérité, qui en est à sa quatrième année, poursuit avec succès le cours de ses savantes et intéressantes publications, qui jettent la lumière sur l'histoire du Spiritisme, et nous le montrent partout, dans l'antiquité comme dans les temps modernes. Si, sur certains points, nous ne partageons pas toutes les opinions de son principal rédacteur, M. A. P…, nous n'en reconnaissons pas moins que, par ses laborieuses recherches, il rend à la cause un service réel qu'apprécient tous les Spirites sérieux.
En effet, prouver que la doctrine spirite actuelle n'est que la synthèse de croyances universellement répandues, partagées par des hommes dont la parole fait autorité et qui ont été nos premiers maîtres en philosophie, c'est montrer qu'elle n'est pas assise sur la base fragile de l'opinion d'un seul. Que désirent les Spirites, si ce n'est de trouver le plus d'adhérents possible à leurs croyances? Ce doit donc être pour eux une satisfaction, en même temps qu'une consécration de leurs idées, d'en trouver même avant eux. Nous n'avons jamais compris que des hommes de bon sens aient pu conclure contre le Spiritisme moderne de ce qu'il n'est pas le premier inventeur des principes qu'il proclame, tandis que c'est là précisément ce qui fait une partie de sa force et doit l'accréditer. Exciper de son ancienneté pour le dénigrer, c'est se montrer souverainement illogique, et d'autant plus maladroit, qu'il ne s'est jamais attribué le mérite de la découverte première. C'est donc se méprendre étrangement sur les sentiments qui animent les Spirites, supposer à ceux-ci des idées bien étroites et une bien sotte prétention, de croire les molester en leur objectant que ce qu'ils professent était connu avant eux, alors qu'ils sont les premiers à fouiller dans le passé pour y découvrir les traces de l'ancienneté de leurs croyances, qu'ils font remonter aux premiers âges du monde, parce qu'elles sont fondées sur les lois de la nature qui sont éternelles.
Aucune grande vérité n'est sortie de toutes pièces du cerveau d'un individu; toutes, sans exceptions, ont eu des précurseurs qui les ont pressenties ou en ont entrevu quelques parties; le Spiritisme s'honore donc de compter les siens par milliers et parmi les hommes le plus justement considérés; les mettre en lumière, c'est montrer le nombre infini de points par lesquels il se rattache à l'histoire de l'humanité.
Mais nulle part on ne trouve le Spiritisme complet; sa coordination en corps de doctrine, avec toutes ses conséquences et ses applications, sa corrélation avec les sciences positives, est une œuvre essentiellement moderne, mais partout on en trouve les éléments épars, mêlés aux croyances superstitieuses dont il a fallu faire le triage; si l'on réunissait les idées qui se trouvent disséminées chez la plupart des philosophes anciens et modernes, chez les écrivains sacrés et profanes, les faits innombrables et infiniment variés qui se sont produits à toutes les époques, et qui attestent les rapports du monde visible et du monde invisible, on arriverait à constituer le Spiritisme tel qu'il est aujourd'hui: c'est l'argument invoqué contre lui par certains détracteurs. Est-ce ainsi qu'il a procédé? Est-ce une compilation d'idées anciennes rajeunies par la forme? Non, il est sorti tout entier des observations récentes, mais loin de se croire amoindri par ce qui a été dit et observé avant lui, il s'en trouve fortifié et grandi.
Une histoire du Spiritisme avant l'époque actuelle est encore à faire. Un travail de cette nature, fait consciencieusement, écrit avec précision, clarté, sans longueurs superflues et fastidieuses qui en rendraient la lecture pénible, serait un ouvrage éminemment utile, un document précieux à consulter. Ce serait plutôt une œuvre de patience et d'érudition qu'une œuvre littéraire, et qui consisterait principalement dans la citation des passages des divers écrivains qui ont émis des pensées, des doctrines ou des théories qui se retrouvent dans le Spiritisme d'aujourd'hui. Celui qui fera ce travail consciencieusement aura bien mérité de la doctrine.
Revenons à notre sujet, dont nous nous sommes quelque peu écarté sans le vouloir, mais non peut-être sans utilité.
Le Spiritisme moderne n'a pas plus découvert ni inventé la médiumnité guérissante et les médiums guérisseurs que les autres phénomènes spirites. Dès lors que la médiumnité guérissante est une faculté naturelle soumise à une loi, comme tous les phénomènes de la nature, elle a dû se produire à diverses époques, ainsi que le constate l'histoire, mais il était réservé à notre temps, à l'aide des nouvelles lumières que nous possédons, d'en donner une explication rationnelle, et de la faire sortir du domaine du merveilleux. Le prince de Hohenlohe nous en offre un exemple d'autant plus remarquable, que les faits se passaient avant qu'il ne fût question du Spiritisme et des médiums. Voici le résumé qu'en donne le journal la Vérité:
« En l'année 1829, il vint à Wurtzbourg, ville considérable de Bavière, un saint prêtre, le prince de Hohenlohe. Des infirmes et des malades allèrent lui demander, pour obtenir du ciel leur guérison, le secours de ses prières. Il invoqua sur eux les grâces divines, et bientôt on vit un grand nombre de ces infortunés guéris tout à coup. Le bruit de ces merveilles a retenti au loin. L'Allemagne, la France, la Suisse, l'Italie, une grande partie de l'Europe en sont instruites. De nombreux écrits sont publiés, qui en perpétueront le souvenir. Parmi les témoignages authentiques et dignes de foi qui certifient la réalité des faits, il suffit ici d'en transcrire quelques-uns, dont l'ensemble forme une preuve convaincante.
« Voici d'abord un extrait de ce qu'a écrit sur ce sujet M. Scharold, conseiller de légation à Wurtzbourg, et témoin d'une grande partie des choses qu'il rapporte.
« Depuis deux années, une princesse de dix-sept ans, Mathilde de Schwartzemberg, fille du prince de ce nom, se trouvait dans la maison de santé du M. Haine, à Wurtzbourg. Il lui était absolument impossible de marcher. En vain les médecins les plus fameux de France, d'Italie et d'Autriche, avaient épuisé toutes les ressources de leur art pour guérir la princesse de cette infirmité. Seulement M. Haine, qui s'était aidé des lumières et de l'expérience du célèbre médecin, M. Textor, avait réussi, à force de soins prodigués à la malade, à la mettre en état de se tenir debout; et elle-même, en faisant des efforts, était parvenue à exécuter quelques mouvements comme pour marcher, mais sans marcher réellement. Eh bien! le 20 juin 1821, elle a quitté le lit tout d'un coup, et marché très librement.
« Voici comment la chose est arrivée. Le prince de Hohenlohe alla le matin, vers dix heures, faire une visite à la princesse, qui demeure chez M. de Reinach, doyen du chapitre. Lorsqu'il fut entré dans son appartement, il lui demanda, comme en conversation, en présence de sa gouvernante, si elle avait une foi ferme que Jésus-Christ pût la guérir de sa maladie. Sur sa réponse qu'elle en était intimement persuadé, le prince dit à la pieuse malade de prier du plus profond de son cœur et de mettre en Dieu sa confiance.
« Quand elle eût cessé de prier, le prince lui donna sa bénédiction, et lui dit: « Allons, princesse, levez-vous; à présent vous êtes guérie et vous pouvez marcher sans douleurs… » Tout le monde de la maison fut appelé sur-le-champ. On ne savait comment exprimer son étonnement d'une guérison si prompte et si incompréhensible. Tous tombèrent à genoux dans la plus vive émotion, et chantèrent les louanges du Tout- Puissant. Ils félicitèrent la princesse sur son bonheur, et joignirent leurs larmes à celles que la joie faisait couler de ses yeux.
« Cette nouvelle, en se répandant par la ville, y a jeté l'étonnement. On courait en foule, pour s'assurer de l'événement par ses propres yeux. Le 21 juin, la princesse s'était déjà montrée en public. On ne saurait peindre le ravissement qu'elle éprouva, en se voyant sortie de son état de souffrances cruelles.
« Le 25, le prince de Hohenlohe a donné un autre exemple notable de la grâce qu'il possède. L'épouse d'un forgeron de la rue Semmels ne pouvait plus entendre même les coups des plus gros marteaux de sa forge. Elle a été trouver le prince dans la cour du presbytère Hung, et l'a supplié de la secourir. Pendant qu'elle était à genoux, il lui imposa les mains sur la tête, et ayant prié quelque temps, les yeux élevés vers le ciel, il la prit par la main et la releva. Quel fut l'étonnement des spectateurs, quand cette femme, en se relevant, dit qu'elle entendait sonner l'horloge de l'église! En retournant chez elle, elle ne se lassait pas de raconter à tous ceux qui l'interrogeaient ce qui venait de lui arriver.
« Le 26, une personne illustre (le prince royal de Bavière) a été guérie sur-le-champ d'une maladie qui, selon les règles de la médecine, devait demander beaucoup de temps et donner beaucoup de peine. Cette nouvelle a porté une vive joie dans les cœurs des habitants de Wurtzbourg.
« Le prince de Hohenlohe n'a pas moins bien réussi dans la guérison d'une malade qu'il avait essayé deux fois de guérir, mais qui, à chaque fois, n'avait obtenu qu'un léger soulagement. Cette guérison s'est opérée en la personne d'une belle-sœur de M. Broili, négociant. Elle était depuis longtemps affligée d'une paralysie très douloureuse. La maison a retenti de cris de joie.
« Le même jour, la vue a été rendue à la veuve Balzano, qui, depuis plusieurs années, était complètement aveugle. Je me suis convaincu par moi-même de ce fait.
« A peine sorti du spectacle de cette scène touchante, je fus témoin d'une autre cure, opérée dans la maison de M. le général D… Une jeune femme était si grièvement estropiée de la main droite, qu'elle ne pouvait s'en servir ni l'étendre. Elle fit sur-le-champ l'épreuve de sa parfaite guérison, en enlevant de la même main une chaise fort lourde.
« Le même jour, un paralytique, dont le bras gauche était tout à fait dépéri, a été complètement guéri. Une cure de deux autres paralytiques se fit immédiatement après. Elle fut aussi complète et plus prompte encore.
« Le 28, j'ai vu par moi-même avec quelle promptitude et quelle solidité le prince de Hohenlohe guérit des enfants. On lui en avait apporté un de la campagne, qui ne pouvait marcher qu'avec des béquilles. Peu de minutes après, cet enfant, transporté de joie, courait sans béquilles dans la rue. Sur ces entrefaites, un enfant muet, qui ne pouvait faire entendre que quelques sons inarticulés, fut amené au prince. Quelques minutes après, l'enfant se mit à parler. Bientôt une pauvre femme apporta sur son dos sa petite fille, estropiée des deux jambes. Elle la déposa aux pieds du prince. Un moment après, il rendit l'enfant à sa mère, qui vit alors sa fille courir et sauter de joie.
« Le 29, une femme de Neustadt, paralytique et aveugle, lui fut amenée dans une charrette. Elle était aveugle depuis vingt-cinq ans. Environ à trois heures après-midi, elle se présenta au château de la résidence de notre ville, pour implorer le secours du prince de Hohenlohe, au moment où il entrait dans le vestibule qui est construit en forme d'une grande tente. Tombant aux pieds du prince, elle le supplia, au nom de Jésus-Christ, de lui accorder son secours. Le prince pria pour elle, lui donna sa bénédiction, et lui demanda si elle croyait bien fermement qu'au nom de Jésus elle pût recouvrer la vue. Comme elle répondit que oui, il lui dit de se relever. Elle se retira. Mais à peine s'était-elle éloignée de quelques pas, que tout d'un coup ses yeux s'ouvrirent. Elle vit, et donna toutes les preuves qu'on lui demanda de la faculté qu'elle venait de recouvrer. Tous les témoins de cette guérison, parmi lesquels était un grand nombre de seigneurs de la cour, furent ravis d'admiration.
« La cure d'une femme de l'Hôpital civil, qu'on avait apportée au prince, n'est pas moins étonnante. Cette femme, nommée Elisabeth Laner, fille d'un cordonnier, avait la langue si vivement affectée, qu'elle était parfois quinze jours sans pouvoir articuler une seule syllabe. Ses facultés mentales avaient beaucoup souffert. Elle avait presque perdu l'usage de ses membres, en sorte qu'elle était dans son lit comme une masse. Eh bien! cette pauvre malheureuse s'est rendue aujourd'hui à l'Hôpital, sans le secours de personne. Elle jouit de tous ses sens, comme elle en jouissait il y a douze ans, et sa langue est si bien déliée, que personne dans l'hospice ne parle avec autant de volubilité qu'elle.
« Le 30, dans l'après-midi le prince a donné un exemple extraordinaire de guérison. Un chariot, autour duquel s'étaient rassemblés des milliers de spectateurs, était venu de Musmerstadt. Dans ce chariot était un pauvre étudiant perclus de ses bras et de ses jambes, dépéri d'une manière effrayante.
« Le prince, supplié par ce malheureux de le soulager, vint au chariot. Il pria environ cinq minutes, les mains jointes et élevées vers le ciel, parla plusieurs fois à l'étudiant; et enfin lui dit: « Levez-vous, au nom de Jésus-Christ. » L'étudiant se leva effectivement, mais avec des souffrances qu'il ne put dissimuler. Le prince lui dit de ne pas perdre confiance. L'infortuné qui, quelques minutes auparavant, ne pouvait remuer ni bras ni jambes, se tint alors droit et parfaitement libre sur son chariot. Puis, tournant vers le ciel ses yeux, où l'on voyait peinte la plus tendre reconnaissance, il s'écria: « O Dieu! vous m'avez secouru! » Les spectateurs ne purent retenir leurs larmes.
« Les guérisons miraculeuses opérées à Wurtzbourg par le prince de Hohenlohe pourraient fournir des sujets pour plus de cent tableaux d'ex- voto. »
On remarquera l'analogie frappante qui existe entre ces faits de guérisons et ceux dont nous sommes témoins. M. de Hohenlohe se trouvait dans les meilleures conditions pour le développement de sa faculté, aussi l'a-t-il conservée jusqu'à la fin. Comme à cette époque on n'en connaissait pas la véritable origine, elle était considérée comme un don surnaturel, et M. de Hohenlohe comme opérant des miracles. Mais pourquoi est-elle regardée par certaines personnes, chez les uns comme un don du ciel, et chez les autres comme une œuvre satanique? Nous ne connaissons aucun médium guérisseur qui ait dit tenir son pouvoir du diable; tous, sans exception, n'opèrent qu'en invoquant le nom de Dieu, et déclarent ne pouvoir rien faire sans sa volonté. Ceux mêmes qui ignorent le Spiritisme et agissent par intuition, recommandent la prière dans laquelle ils reconnaissent un auxiliaire puissant. S'ils agissaient de par le démon, il y aurait ingratitude à eux de le renier, et ce dernier n'est ni assez modeste, ni assez désintéressé pour laisser à celui qu'il cherche à combattre le mérite du bien qu'il fait, car ce serait perdre ses pratiques au lieu d'en recruter. Vit-on jamais un marchand vanter à ses clients la marchandise de son voisin aux dépens de la sienne, et les engager à aller chez lui? En vérité, on a raison de rire du diable, car on en fait un être bien niais et bien stupide.
La communication suivante a été donnée par le prince de Hohenlohe à la Société de Paris:
(Société de Paris, 26 octobre 1866, méd. M. Desliens.)
Messieurs, je viens parmi vous avec d'autant plus de plaisir que mes paroles peuvent devenir pour tous un utile sujet d'instruction.
Faible instrument de la Providence, j'ai pu contribuer à faire glorifier son nom, et je viens volontiers parmi ceux qui ont pour but principal de se conduire selon ses lois, et d'avancer autant qu'il est en eux dans la voie de la perfection. Vos efforts sont louables, et je me considèrerai comme très honoré d'assister quelquefois à vos travaux. Venons-en, dês à présent, aux manifestations qui ont provoqué ma présence parmi vous.
Comme vous l'avez dit à juste titre, la faculté dont j'étais doué était simplement le résultat d'une médiumnité. J'étais instrument; les Esprits agissaient, et, si j'ai pu quelque chose, ce n'est certainement que par mon grand désir de faire le bien et par la conviction intime que tout est possible à Dieu. Je croyais!… et les guérisons que j'obtenais venaient sans cesse faire grandir ma foi.
Comme toutes les facultés médianimiques qui concourent aujourd'hui à la vulgarisation de l'enseignement spirite, la médiumnité guérissante fut exercée dans tous les temps, et par des individus appartenant aux différentes religions. - Dieu sème partout ses serviteurs les plus avancés pour en faire des jalons de progrès, chez ceux mêmes qui sont les plus éloignés de la vertu, et je dirai même, chez ceux-là surtout… Comme un bon père qui aime également tous ses enfants, sa sollicitude se répand sur tous, mais plus particulièrement sur ceux qui ont le plus besoin d'appui pour avancer. - C'est ainsi qu'il n'est pas rare de rencontrer des hommes doués de facultés extraordinaires pour la foule, parmi les simples; et, par ce mot, j'entends ceux dont la pureté des sentiments n'a pas été ternie par l'orgueil et l'égoïsme. Il est vrai que la faculté peut également exister chez des gens indignes, mais elle n'est et ne saurait être que passagère; c'est un moyen énergique de leur ouvrir les yeux: tant pis pour eux s'ils s'obstinent à les tenir fermés.
Ils rentreront dans l'obscurité d'où ils sont sortis avec la confusion et le ridicule pour cortège, si même Dieu ne punit pas dès cette vie leur orgueil et leur obstination à méconnaître sa voix.
Quelle que soit la croyance intime d'un individu, si ses intentions sont pures, et s'il est entièrement convaincu de la réalité de ce qu'il croit, il peut, au nom de Dieu, opérer de grandes choses. La foi transporte les montagnes: elle rend la vue aux aveugles et l'entendement spirituel à ceux qui erraient auparavant dans les ténèbres de la routine et de l'erreur.
Quant à la meilleure manière d'exercer la faculté de médium guérisseur, il n'y en a qu'une: C'est de rester modeste et pur, et de rapporter à Dieu et aux puissances qui dirigent la faculté tout ce qui s'accomplit.
Ce qui perd les instruments de la Providence, c'est qu'ils ne se croient pas simplement instruments; ils veulent que leurs mérites soient en partie cause du choix qui a été fait de leur personne; l'orgueil les enivre et le précipice s'entrouvre sous leurs pas.
Elevé dans la religion catholique, pénétré de la sainteté de ses maximes, ayant foi en son enseignement comme tous mes contemporains, je considérais comme des miracles les manifestations dont j'étais l'objet. Aujourd'hui, je sais que c'est chose toute naturelle, et qui peut, qui doit s'accorder avec l'immuabilité des lois du Créateur pour que sa grandeur et sa justice demeurent intactes.
Dieu ne saurait faire de miracles!… car ce serait alors faire présumer que la vérité n'est pas assez forte pour s'affirmer elle-même, et d'autre part, il ne serait pas logique de démontrer l'éternelle harmonie des lois de la nature en les troublant par des faits en désaccord avec leur essence.
Quanto a adquirir a faculdade de médium curador, não há método para isso; todo mundo pode, em certa medida, adquirir essa faculdade, e, agindo em nome de Deus, cada um fará curas. Os privilegiados aumentarão em número à medida que a doutrina se vulgarizar, e, é muito simples, porque haverá mais indivíduos animados de sentimentos puros e desinteressados.
PRINCE DE HOHENLOHE.
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1 Alexandre de Hohenlohe-Waldenbourg-Schillingsfürst
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