(MÉDIUM, SRTA. EUGÉNIE) Na sessão da Sociedade, de 23 de novembro, um Espírito comunicou-se espontaneamente, escrevendo o seguinte: Como desejo, antes de tudo, vos ser agradável, pergunto de que assunto quereis que eu trate. Se tiverdes um assunto, perguntai. Enfim, senhores, sou sempre o vosso dedicado ALFRED DE MUSSET ─ Sendo vossa visita imprevista, não temos um assunto preparado. Pedimos, pois, a bondade de tratar de um à vossa escolha. Seja qual for, ficaremos muito reconhecidos. ─ Tendes razão. Sim, porque eu, como Espírito, em particular, bem como todos os Espíritos, em geral, conhecemos melhor as vossas necessidades e podemos escolher as comunicações melhor do que vós mesmos faríeis. “De que vou tratar? Sinto-me embaraçado em meio a tantos assuntos interessantes. Comecemos por falar dos que desejam ardentemente ser espíritas, mas que parecem recuar ante o que julgam uma apostasia. Falemos, pois, daqueles que recuariam ante a ideia de se acharem em contradição com o Catolicismo. Escutai bem: digo Catolicismo e não Cristianismo. Temeis renegar a crença dos vossos pais? Erro! Vossos pais, os primeiros, os que fundaram essa religião sublime em sua origem, eram mais espíritas do que vós. Eles pregavam a mesma doutrina que hoje vos ensinam. Assim como faz vossa religião, quem diz Espiritismo diz: caridade, bondade, esquecimento e perdão das injúrias. Como o Catolicismo, ele vos ensina a abnegação de si mesmo. Podeis, pois, consciências timoratas, reuni-los e vir, sem escrúpulos, sentar-vos a esta mesa e conversar com os seres que chorais. Como vossos pais, sede caridosos, bons, compassivos, e no fim da estrada tereis todos o mesmo lugar; no fim do caminho, a balança que pesará as vossas ações terá os mesmos pesos e a obra o mesmo valor. Vinde sem medo, eu vos peço. Vinde, mulheres graciosas, com o coração cheio de ilusões; vinde aqui, e elas serão substituídas por realidades mais belas e mais radiosas. Vinde, esposas de coração duro, que sofreis a vossa aridez, pois aqui está a água que amolece a rocha e estanca a sede. Vinde, mulheres amantes, que em toda a vossa vida aspirais à felicidade; que medis a profundidade do vosso coração e vos desesperais por preenchê-la. Vinde, mulheres de inteligência ávida, vinde. Aqui a Ciência flui pura e clara. Vinde beber nesta fonte que rejuvenesce. E vós, velhos que vos curvais, vinde e rireis diante de toda essa juventude que vos desdenha, porque para vós se abrem as portas do santuário; para vós o nascimento vai recomeçar e trazer a felicidade de vossos primeiros anos. Vinde, e nós vos faremos ver os irmãos que vos estendem os braços e vos esperam. Vinde, pois, todos, porque para todos há consolações. Vedes que me presto de boa vontade. Disponde de mim, e dar-me-eis prazer.” Aproveitando a boa vontade do Espírito de Alfred de Musset, foram-lhe dirigidas as seguintes perguntas: 1. ─ Qual será a influência da poesia no Espiritismo? ─ A poesia é o bálsamo que se aplica sobre as chagas. A poesia foi dada aos homens como o maná celeste. Todos os poetas são médiuns que Deus enviou à Terra para regenerar um pouco o seu povo e não o deixar embrutecer-se inteiramente. O que há de mais belo? O que mais fala à alma do que a poesia? 2.º ─ A pintura, a escultura, a arquitetura, a poesia foram, uma por uma, influenciadas pelas ideias pagãs e cristãs. Podeis dizer-nos se depois das artes pagã e cristã haverá um dia a arte espírita? ─ Fazeis uma pergunta que se responde por si mesma: O verme é o verme; torna-se bicho da seda, depois borboleta. Que há de mais aéreo, de mais gracioso que uma borboleta? Então! A arte pagã é o verme; a arte cristã o casulo; a arte espírita será a borboleta. (A respeito, vide artigo anterior, sobre “A arte pagã, a arte cristã e a arte espírita”). 3.º ─ Qual a influência da mulher no século dezenove? NOTA: Esta pergunta foi feita por um jovem estranho à Sociedade. ─ Ah! É de progresso. E é um jovem que faz a pergunta. Isto é bonito, e eu mesmo seria muito amador se não me dignasse a responder. Estou certo de que todos aqui também querem ouvir. A influência da mulher no século dezenove! Acreditais que ela tenha esperado esta época para vos trazer à trela, pobres e fracos homens que sois? Se tentastes rebaixá-la, foi porque a temíeis; se tentastes abafar a sua inteligência, foi porque temestes a sua influência. Só ao seu coração não pudestes opor barreiras. E como o coração é o presente que Deus lhe deu em particular, ele continuou senhor e soberano. Mas eis que a mulher se faz também borboleta; ela quer sair de seu casulo; quer reconquistar seus direitos, que são divinos; como aquela, lança-se na atmosfera e dir-se-ia que respira o ar de seu justo valor. Não penseis que eu as queira transformar em eruditas, letradas, poetisas. Não. Mas eu quero, aqui se quer, no mundo em que habito, que aquela que deve elevar a Humanidade seja digna de seu papel; queremos que aquela que deve formar os homens comece a se conhecer a si própria e, para lhe dar desde tenra idade o amor do belo, do grande, do justo, é necessário que ela possua esse amor num grau superior. É preciso que o compreenda. Se o agente educador por excelência é reduzido ao estado de nulidade, a Sociedade vacila. É o que deveis compreender no século dezenove.
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(Médium, mademoiselle Eugénie.) Dans la séance de la Société du 23 novembre, un Esprit se communique spontanément en écrivant ce qui suit: Comme je désire, avant tout, vous être agréable, je vais vous demander ce que vous voulez que je traite; si vous avez un sujet, faites des questions? Enfin, messieurs, je suis toujours votre dévoué, Alfred de MUSSET. - Votre visite étant imprévue, nous n'avons pas de sujet préparé; nous vous prions donc de vouloir bien en traiter un à votre choix; quel qu'il soit, nous vous en serons très reconnaissants. - Vous avez raison; oui, car moi Esprit, en particulier, et tous en général, nous connaissons mieux vos besoins, et pouvons mieux appliquer les communications que vous ne le feriez vous-mêmes. Que vais-je traiter? je suis assez embarrassé au milieu de tant de sujets intéressants. Commençons par parler à ceux qui désirent ardemment être Spirites, mais qui semblent reculer devant ce qu'ils croient une apostasie; parlons donc pour ceux qui reculeraient devant l'idée de se trouver en contradiction avec le catholicisme. Ecoutez bien: je dis catholicisme, et non christianisme. Vous avez peur de renier la foi de vos pères? Erreur! Vos pères, les premiers, ceux, qui ont fondé cette religion sublime dans son origine, plus que vous étaient Spirites; ils prêchaient la même doctrine qu'on vous enseigne aujourd'hui; et qui dit Spiritisme, comme votre religion, dit: charité, bonté, oubli et pardon des injures; comme le catholicisme, il vous enseigne l'abnégation de soi-même. Vous pouvez donc, consciences timorées, les allier ensemble, et venir, sans scrupule, vous asseoir à cette table, et parler avec les êtres que vous regrettez. Soyez, comme vos pères, charitables, bons, compatissants, et au bout de la route, vous aurez tous la même place; au bout du chemin, la balance, qui pèsera vos actions, aura les mêmes poids, et l'œuvre la même valeur. Venez sans crainte, je vous en prie; venez femmes gracieuses, au cœur rempli d'illusions; venez ici elles seront remplacées par des réalités plus belles et plus radieuses; venez, épouse au cœur dur, qui souffrez de votre sécheresse, ici est l'eau qui amollit le roc et qui étanche la soif; venez, femmes aimantes, qui aspirez toute votre vie au bonheur, qui mesurez la profondeur de votre cœur et désespérez de la combler; venez, femme à l'intelligence avide, venez: ici la science coule claire et pure; venez puiser à cette source qui rajeunit. Et vous, vieillards qui vous courbez, venez et riez à la face de toute cette jeunesse qui vous dédaigne, car, pour vous, s'ouvrent les portes du sanctuaire, pour vous la naissance va recommencer et ramener le bonheur de vos premières années; venez: et nous vous ferons voir des frères qui vous tendent les bras et vous attendent; venez donc tous, car, pour tous, il y a des consolations. Vous voyez que je me prête volontiers; usez de moi, vous me ferez plaisir. Profitant de la bonne volonté de l'Esprit d'Alfred de Musset, on lui adresse les questions suivantes: 1° Quelle sera l'influence de la poésie dans le Spiritisme? - R. La poésie est le baume que l'on applique sur les plaies; la poésie a été donnée aux hommes comme la manne céleste, et tous les poètes sont des médiums que Dieu a envoyés sur la terre pour régénérer un peu son peuple, et ne pas le laisser s'abrutir entièrement; car, qu'y a-t-il de plus beau! qui parle plus à l'âme que la poésie! 2° La peinture, la sculpture, l'architecture, la poésie ont été tour à tour influencées par les idées païennes et chrétiennes; veuillez nous dire si, après l'art païen et l'art chrétien, il y aura un jour l'art spirite? - R. Vous faites une question qui se répond d'elle-même; le ver est ver, il devient ver à soie, puis papillon. Qu'y a-t-il de plus aérien, de plus gracieux qu'un papillon? Eh bien! l'art païen, c'est le ver; l'art chrétien, c'est le cocon; l'art spirite sera le papillon. (Voir, à ce sujet, l'article ci-dessus, page 366, sur l'art païen, l'art chrétien et l'art spirite.) 3° Quelle est l'influence de la femme au dix-neuvième siècle? Nota. Cette question est posée par un jeune homme étranger à la société. R. Ah! c'est du progrès; et c'est un jeune homme qui propose cette question: c'est beau, et j'étais moi-même trop amateur, pour ne pas daigner y répondre, et je suis sûr que tous ici le désirent aussi. L'influence de la femme au dix-neuvième siècle! Croyez-vous qu'elle ait attendu cette époque pour vous tenir tous en laisse, pauvres et faibles hommes que vous êtes? Si vous avez essayé de la ravaler, c'est que vous l'avez crainte; si vous avez essayé d'étouffer son intelligence, c'est que vous avez redouté son influence; il n'y a que son cœur auquel vous n'avez pu mettre des digues, et comme le cœur est le présent que Dieu lui a fait en particulier, il est resté maître et souverain. Mais voilà aussi que la femme se fait papillon: elle veut sortir de sa coquille; elle veut reconquérir ses droits tout divins; comme lui, elle s'élance dans l'atmosphère, et l'on dirait qu'elle respire l'air de sa juste valeur. Ne croyez pas que j'en veuille faire des érudites, des lettrées, des femmes à poèmes; non, mais je veux, on veut ici, dans le monde que j'habite, que celle qui doit élever l'humanité soit digne de son rôle; on veut que celle qui doit former les hommes, commence à se connaître elle-même, et, pour leur infiltrer dès le jeune âge l'amour du beau, du grand, du juste, il faut qu'elle possède cet amour à un degré supérieur, il faut qu'elle le comprenne; si l'agent éducateur par excellence est réduit à l'état de nullité, la société chancelle; c'est ce que vous devez comprendre au dix- neuvième siècle.
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