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Revista Espírita 1860 » Novembro » Dissertações espíritas » O Cristianismo

(MÉDIUM, SR. DIDIER FILHO)

 

O que é preciso observar no Espiritismo é a moral cristã. Há séculos tem existido muitas religiões, muitos cismas e muitas pretensas verdades. Tudo quanto foi erguido fora do Cristianismo caiu, porque o Espírito Santo não o animava. O Cristo resume o que a moral mais pura, a mais divina, ensina ao homem, no tocante aos seus deveres nesta vida e na outra. A Antiguidade, no que tem de mais sublime, é pobre ante essa moral tão rica e tão fértil. A auréola de Platão empalidece ante a do Cristo e a taça de Sócrates é muito pequena ante o imenso cálice do Filho do Homem. És tu, ó Sesostris, déspota do imóvel Egito, que te podes comparar, do alto de tuas pirâmides colossais, com o Cristo nascido numa manjedoura? És tu, Solon? És tu, Licurgo, cuja lei bárbara condenava as crianças malformadas, que vos podeis comparar àquele que disse face à face com o orgulho: “Deixai vir a mim as criancinhas”? Sois vós, pontífices sagrados do piedoso Numa, cuja moral queria a morte viva das vestais culpadas[1], que vos podeis comparar àquele que disse à adúltera: “Levanta-te mulher, e não peques mais”? Não, não mais esses mistérios tenebrosos que praticais, ó sacerdotes antigos, nem esses mistérios cristãos que são a base desta religião sublime que se chama Cristianismo. Diante dele vos inclinais todos, legisladores e sacerdotes humanos. Inclinai-vos, porque foi o próprio Deus que falou pela boca desse ser privilegiado que se chama Cristo.

LAMENNAIS



[1] As vestais culpadas eram emparedadas vivas, pois não era permitido derramar seu sangue. (Nota da equipe revisora)


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