(MÉDIUM, SR. DIDIER FILHO)
O que é preciso observar no Espiritismo é a moral cristã. Há séculos tem existido muitas religiões, muitos cismas e muitas pretensas verdades. Tudo quanto foi erguido fora do Cristianismo caiu, porque o Espírito Santo não o animava. O Cristo resume o que a moral mais pura, a mais divina, ensina ao homem, no tocante aos seus deveres nesta vida e na outra. A Antiguidade, no que tem de mais sublime, é pobre ante essa moral tão rica e tão fértil. A auréola de Platão empalidece ante a do Cristo e a taça de Sócrates é muito pequena ante o imenso cálice do Filho do Homem. És tu, ó Sesostris, déspota do imóvel Egito, que te podes comparar, do alto de tuas pirâmides colossais, com o Cristo nascido numa manjedoura? És tu, Solon? És tu, Licurgo, cuja lei bárbara condenava as crianças malformadas, que vos podeis comparar àquele que disse face à face com o orgulho: “Deixai vir a mim as criancinhas”? Sois vós, pontífices sagrados do piedoso Numa, cuja moral queria a morte viva das vestais culpadas, que vos podeis comparar àquele que disse à adúltera: “Levanta-te mulher, e não peques mais”? Não, não mais esses mistérios tenebrosos que praticais, ó sacerdotes antigos, nem esses mistérios cristãos que são a base desta religião sublime que se chama Cristianismo. Diante dele vos inclinais todos, legisladores e sacerdotes humanos. Inclinai-vos, porque foi o próprio Deus que falou pela boca desse ser privilegiado que se chama Cristo.
LAMENNAIS
As vestais culpadas eram emparedadas vivas, pois não era permitido derramar seu sangue. (Nota da equipe revisora)