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A Gênese » Os milagres segundo o Espiritismo » Capítulo XIV - Os fluidos » I - Natureza e propriedades dos fluidos » Formação e propriedades do perispírito » 9 La Genèse » Les miracles selon le Spiritisme » Chapitre XIV - Les fluides » I - Nature et proprietes des fluides » Formation et propriétés du périsprit » 9

9. A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo para outro. Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria se devem incluir aqueles cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer-se vivos. Esses Espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros um pouco mais desmaterializados não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terrestres.[1]

Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Tiram, dos elementos constitutivos do mundo onde entram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem. Fazem como o nobre que despe temporariamente suas vestes, para envergar os trajes plebeus, sem deixar por isso de ser nobre.

É assim que os Espíritos da ordem mais elevada podem manifestar-se aos habitantes da Terra ou encarnar em missão entre estes. Tais Espíritos trazem consigo, não o invólucro, mas a lembrança, por intuição, das regiões donde vieram e que, em pensamento, eles vêem. São videntes entre cegos.



[1] Exemplos de Espíritos que ainda se julgam deste mundo: Revue Spirite, dezembro de 1859, pág. 310; — novembro de 1864, pág. 339; — abril de 1865, pág. 177. 


9.- La nature de l'enveloppe fluidique est toujours en rapport avec le degré d'avancement moral de l'Esprit. Les Esprits inférieurs ne peuvent en changer à leur gré, et par conséquent ne peuvent, à volonté, se transporter d'un monde à l'autre. Il en est dont l'enveloppe fluidique, bien qu'éthérée et impondérable par rapport à la matière tangible, est encore trop lourde, si l'on peut s'exprimer ainsi, par rapport au monde spirituel, pour leur permettre de sortir de leur milieu. Il faut ranger dans cette catégorie ceux dont le périsprit est assez grossier pour qu'ils le confondent avec leur corps charnel, et qui, par cette raison, se croient toujours vivants. Ces Esprits, et le nombre en est grand, restent à la surface de la terre comme les incarnés, croyant toujours vaquer à leurs occupations ; d'autres, un peu plus dématérialisés, ne le sont cependant pas assez pour s'élever au-dessus des régions terrestres[1].

Les Esprits supérieurs, au contraire, peuvent venir dans les mondes inférieurs et même s'y incarner. Ils puisent, dans les éléments constitutifs du monde où ils entrent, les matériaux de l'enveloppe fluidique ou charnelle appropriée au milieu où ils se trouvent. Ils font comme le grand seigneur qui quitte ses beaux habits pour se revêtir momentanément de la bure, sans cesser pour cela d'être grand seigneur.

C'est ainsi que des Esprits de l'ordre le plus élevé peuvent se manifester aux habitants de la terre, ou s'incarner en mission parmi eux. Ces Esprits apportent avec eux, non l'enveloppe, mais le souvenir par intuition des régions d'où ils viennent, et qu'ils voient par la pensée. Ce sont des voyants parmi des aveugles.



[1] Exemples d'Esprits qui se croient encore de ce monde : Revue spirite, déc. 1859, p. 310 ; - nov. 1864, p. 339 ; - avril 1865, p. 117.


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