(7 DE SETEMBRO DE 1859. MÉDIUM, SR. DID...)
Um homem rico e generoso, que é coisa rara, encontrou em seu caminho três infelizes cegos, exaustos de fome e de fadiga. Ofereceu a cada um uma moeda de ouro. O primeiro, cego de nascença, amargurado pela miséria, nem mesmo abriu a mão. Jamais tinha visto, dizia ele, oferecer-se ouro a um mendigo. Isto era impossível.
O segundo estendeu maquinalmente a mão, mas logo repeliu a oferta que lhe faziam. Como seu amigo, considerava aquilo uma ilusão ou uma brincadeira de mau gosto. Numa palavra, para ele a moeda era falsa.
Ao contrário, o terceiro, cheio de fé em Deus e de inteligência, em quem o fino tato havia parcialmente substituído o sentido que lhe faltava, tomou a moeda, apalpou-a, levantou-se e, abençoando o benfeitor, partiu para a cidade vizinha, a fim de adquirir o que faltava à sua existência.
Os homens são os cegos. O Espiritismo é o ouro. Julgai a árvore por seus frutos.
Luc