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O Livro dos Médiuns » Segunda parte - Das manifestações espíritas » Capítulo XVII - Da formação dos médiuns » Desenvolvimento da mediunidade » 200

200. Nós nos ocuparemos aqui, especialmente, dos médiuns escreventes, por ser o gênero de mediunidade mais espalhado e, além disso, porque é, ao mesmo tempo, o mais simples, o mais cômodo, o que dá os resultados mais satisfatórios e os mais completos; é também o que toda gente ambiciona. Infelizmente, até hoje não há nenhum diagnóstico que possa indicar, mesmo aproximadamente, que alguém possua essa faculdade. Os sinais físicos, nos quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada têm de infalíveis. Ela pode ser encontrada nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só existe um meio de constatar a existência de tal faculdade: é experimentar.

Pode obter-se a escrita, como já vimos, com o auxílio das cestas e pranchetas, ou, diretamente, com a mão. Sendo o mais fácil e, pode dizer-se, o único empregado hoje, este último modo é o que recomendamos à preferência de todos. O processo é dos mais simples: consiste unicamente em a pessoa tomar de um lápis e de papel e colocar-se na posição de quem escreve, sem qualquer outro preparativo. Entretanto, para que alcance bom êxito, muitas recomendações se fazem indispensáveis.


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