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O Livro dos Espíritos » Parte Quarta - Das esperanças e consolações » Capítulo II - Das penas e gozos futuros » Expiação e arrependimento » 997

997. Veem-se Espíritos de uma inferioridade notória acessíveis aos bons sentimentos e tocados pelas preces feitas em favor deles. Como se explica que outros Espíritos, que deveríamos supor serem mais esclarecidos, revelem um endurecimento e um cinismo dos quais nada consegue triunfar?

“A prece só tem efeito em favor do Espírito que se arrepende; àquele que, impelido pelo orgulho, se revolta contra Deus e persiste nos seus desvarios e ainda os exagera, como o fazem alguns infelizes Espíritos, a prece nada pode e nada poderá, senão no dia em que um clarão de arrependimento se manifestar nele.” (664)

Não se deve perder de vista que o Espírito, após a morte do corpo, não se transforma subitamente; se sua vida foi repreensível, é porque ele era imperfeito; ora, a morte não o torna imediatamente perfeito; ele pode persistir em seus erros, em suas falsas opiniões, em seus preconceitos, até que se tenha esclarecido pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.

 


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