981. Haverá, quanto ao estado futuro do Espírito, diferença entre aquele que, quando vivo, temia a morte e aquele que a encarava com indiferença e mesmo com alegria?
“A diferença pode ser muito grande; contudo, ela quase sempre se apaga diante das causas que produzem o temor ou o desejo. Tanto o temor, quanto o desejo, podem ter por móvel sentimentos muito diversos, e são tais sentimentos que influem no estado do Espírito. É evidente, por exemplo, que naquele que deseja a morte unicamente porque vê aí o termo de suas tribulações, há uma espécie de queixa contra a Providência e contra as provas que ele deve suportar.”