901. De dois avarentos, o primeiro recusa a si mesmo o necessário e morre na penúria sobre seu tesouro; o segundo só é avarento para os outros: é pródigo para si mesmo; enquanto recua diante do mais ligeiro sacrifício para prestar um serviço ou fazer uma coisa útil, não mede esforços para satisfazer seus gostos e suas paixões. Peça-se-lhe um serviço, ele está sempre em dificuldades; quer realizar uma fantasia, tem sempre o bastante. Qual o mais culpado, e qual deles estará na pior situação no mundo dos Espíritos?
“Aquele que goza: ele é mais egoísta do que avarento; o outro já encontrou uma parte de sua punição.”