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O que é o Espiritismo? » Capitulo III - Solução de alguns problemas pela Doutrina Espírita » O homem durante a vida terrena » 143

   143. Como progridem e como degeneram os povos?

    Se a alma fosse criada ao mesmo tempo que o corpo, as dos homens de hoje seriam tão novas e tão primitivas quanto as dos homens da Idade Média; então perguntaríamos por que elas têm costumes mais doces e uma inteligência mais desenvolvida? Se, com a morte do corpo, a alma deixa definitivamente a Terra, perguntamos ainda, qual seria o fruto do trabalho que se faz para melhorar um povo, se este tivesse de ser recomeçado com as almas novas que chegam diariamente?

   Os Espíritos se encarnam num meio simpático e em relação com o seu grau de adiantamento. Um chinês, por exemplo, que progrediu suficientemente e não encontra mais em sua raça um meio que corresponda ao grau que atingiu, se encarnará em um povo mais adiantado. À medida que uma geração dá um passo adiante, ela atrai, por simpatia, recém-chegados mais avançados, que talvez sejam aqueles que já viveram no mesmo país, se progrediram; é assim que, gradualmente, uma nação avança. Se a maioria dos novos indivíduos fosse de natureza inferior, os antigos, partindo a cada dia e não retornando a um meio pior, o povo degeneraria e acabaria por se extinguir.

   Observação: Essas questões levantam outras que encontram sua solução no mesmo princípio; por exemplo; de onde vem a diversidade das raças na Terra? —Existem raças rebeldes ao progresso? — A raça negra é suscetível de alcançar o nível das raças europeias? — A escravidão é útil para o progresso das raças inferiores? — Como pode se operar a transformação da Humanidade? (O Livro dos Espíritos: Lei do progresso, nº 776 e seguintes. – Revista Espírita, 1862, p. 1: Doutrina dos anjos decaídos; Idem, 1862, p. 97: Perfectibilidade da raça negra.)

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